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08 de Fevereiro de 2010 07:51  +  - Tamanho da fonte: 14

Advogada Geórgia Karine ganha liberdade provisória

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Foto: Polícia Federal
A advogada foi presa pela Polícia Federal
A advogada foi presa pela Polícia Federal
O pesadelo da bacharel em Direito Geórgia Karine de voltar para a cadeia durou pouco mais de 48 horas graças a intervenção do seu advogado, que conseguiu a liberdade provisória na noite do último sábado. Entretanto, apesar de estar livre, ela continuará respondendo o processo, com risco de retornar para a prisão. Ela, que já cumpriu pena pelo assassinato e ocultação de cadáver do namorado no final da década de 90, foi presa pela Polícia Federal acusada de aplicar um golpe numa agência bancária em Campo Maior.

A decisão de libertar a acusada foi de uma juíza de plantão na noite do último sábado. De acordo com o seu advogado, Nazareno Thé, a concessão da liberdade não implica dizer que a acusada sairá impune do que pode ter cometido. “Foi uma liberdade provisória com base nos artigos 323 e 324 [do Código de Processo Penal]. Não vamos nos ater ao crime agora. A princípio, nos preocupamos apenas em conseguir a liberdade dela e ainda não trabalhamos no crime”, destaca.

Como ela está em liberdade provisória, deverá se submeter a algumas condições impostas pela justiça, pois não poderá sair da cidade, consumir bebidas alcoólicas ou se envolver em qualquer incidente criminal.

Segundo o advogado, Geórgia está bastante “abalada e deprimida” com a prisão e preferiu se isolar com o marido e a família. Nazareno alega ainda que ela não quer falar com a imprensa sobre o fato por enquanto.

Geórgia Karine foi presa na última quinta-feira pela Polícia Federal numa agência do Bradesco quando tentava realizar um saque de R$ 4 mil. O dinheiro, segundo a PF, seria oriundo de “uma conta corrente aberta com documentação falsa, no intuito de receber restituição do Imposto de Renda, obtida de forma fraudulenta”. A acusada teria apresentado uma procuração para tentar sacar os valores quando funcionários do banco teriam desconfiado e acionado a polícia.

Geórgia Karine

A bacharel em Direito Geórgia Karine ficou conhecida pelo seu envolvimento no assassinato do seu companheiro, policial civil conhecido como Charuto, que fazia parte do extinto grupo de elite da Polícia Civil, Comando Corisco.

O crime aconteceu em 1997, no apartamento em que ela morava, no conjunto Emílio Falcão. Após matar Charuto com a própria arma dele, uma pistola, ela a escondeu numa bacia cheia de arroz e tentou queimar o corpo. Enquanto deixou o corpo escondido no apartamento, ela tentou comprar um caixão para retirar o corpo, mas terminou sendo descoberta e assumiu envolvimento no crime. Ficou presa na penitenciária Feminina por muito tempo, até cumprir a pena, pois foi condenada pelo Tribunal Popular do Júri. Durante o tempo que permaneceu na Penitenciária Feminina, ela conheceu a advogada Iracy Noleto. Logo que saíu da Penitenciária, por ter cumprido a pena, estudou Direito numa faculdade particular.
Autor/Fonte:  Diego Iglesias/ Jornal O Dia  |  Edição:  Hermes Coelho

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